A vida tem sua rotina, seu vícios, sua viciosidade, o seu curso, etc. Caminhamos como se fosse-mos soberanos, certos da nossa "imortalidade", da nossa superioridade, achamos que nunca iremos morrer, que iremos "ficar pra semente"... há vida, que vida, que loucura esse negócio de viver, de achar que tomamos rumo da nossa caminhada, um dia depois do outro, uma manhã após outra, quanta vaidade, quanto empenho jogado ao vento, quanta coisa a realizar, quanto destino a ser cumprido.
Mas e aí, o que vai ser da vida, que lugar in-comum ela me levará, para aonde iremos, como será o dia depois de amanhã??? Perguntas, achismos, há, a vida é assim: nascemos, crescemos e depois ficamos esperando o "não sei o quê? O que esperar?... O que vivenciar?...Qual será nosso destino?...
Vendo e observando os tempos chegamos a seguinte conclusão: nada mudou, nada de novo, nada de nada, o homem e suas ambições e ambivalências, suas idiossincrasias, e por aí vai,vai caminhando, se empedernindo, petrificando o coração e alma, e não se chega a lugar algum, a não ser um lugar in-comum, aonde todos iremos certamente, pra debaixo da terra, terra? E depois, o que sucederá, qual a vida, se é que há alguma depois da morte?! O que nos espera?
Haverá um dia creio eu que Deus enxugará dos olhos toda lágrima,não haverá mais choro, não haverá mais lamento, mais tristeza e nem pranto, será só alegria, felicidade, não iremos mais correr atras do vento, o vento só nos levará como folhas, sim, folhas secas, mais não mortas, leves, livres ....